Dentista acusado de tentar matar ex será julgado pelo Tribunal do Júri / Foto: Reprodução / TJPI
O Tribunal de Justiça do Piauí determinou que o dentista André Rezende será julgado pelo Tribunal do Júri. O réu é acusado de tentar matar a ex-companheira em agosto de 2025, em uma residência no Conjunto Árvores Verdes, em Teresina.
Segundo a sentença do juiz da 1ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina, Ronaldo Paiva Nunes Marreiros, há provas da materialidade e indícios suficientes de autoria para que o acusado seja submetido a julgamento pelos jurados, que irão decidir se ele é culpado ou inocente. O crime será julgado como tentativa de feminicídio.
O magistrado também manteve a prisão preventiva, entendendo que André deve continuar preso para garantir a segurança da vítima, evitar a reiteração criminosa e assegurar o regular andamento do processo.
O crime ocorreu no dia 18 de agosto, por volta das 20h. Segundo relato da vítima, o acusado demonstrava ciúmes constantes e não a deixava trabalhar. No dia do crime, ele teria visto, por meio do sistema de monitoramento da residência, ao qual apenas ele tinha acesso, a vítima saindo de casa. Conforme depoimento, ao retornar, ela foi questionada sobre aonde estaria indo e encontrou o ex-companheiro armado, afirmando que iria matá-la.
A vítima relatou que tentou fugir, mas foi atingida por disparos que acertaram o braço e o antebraço. Ao correr em direção à avenida, foi socorrida por uma pessoa que passava pelo local e encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Renascença. Ela permaneceu com um projétil alojado no corpo, que só foi retirado dois meses depois.
Durante a audiência de instrução e julgamento, familiares e a própria vítima relataram que o acusado apresentava comportamento controlador, monitorava a ex-companheira por câmeras de segurança, impedia que ela trabalhasse e já teria praticado ameaças e episódios de violência anteriores. O casal tem três filhos.
Com a decisão, André aguardará o julgamento pelo Tribunal Popular do Júri em um presídio do estado.
Fonte: Cidade Verde