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Criador tem prejuízo de R$ 100 mil após 60 ovelhas serem levadas por correnteza em Fronteiras

03/03/2026 | Redação
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As fortes chuvas que atingiram o município de Fronteiras deixaram um rastro de prejuízos e afetaram diretamente a ovinocultura local.

O criador Geraldo Sousa, conhecido como “Geraldin”, contabiliza perdas estimadas em cerca de R$ 100 mil após 60 ovelhas das raças Dorper e mestiça serem arrastadas pela força da água.

Com mais de 20 anos dedicados à criação de ovinos no município, Geraldin é considerado um dos principais representantes da atividade na região, setor que tem forte importância econômica para a zona rural.

 

Correnteza surpreendeu proprietário

Segundo Geraldin, o alerta veio de um vizinho que possui propriedade localizada a cerca de 4 quilômetros de distância.

Ele avisou sobre a intensidade da correnteza que descia pela região após as fortes precipitações.

Mesmo com o aviso imediato ao vaqueiro para que conduzisse o rebanho a uma área mais alta, não houve tempo suficiente para evitar o prejuízo.

“Um vizinho nosso que tem uma propriedade há cerca de 4 km nos alertou que a água estava descendo com força. Ainda avisamos ao vaqueiro para tentar rebanhar as ovelhas para uma parte mais alta, porém quando ele chegou já era tarde. Pelo menos cerca de 60 ovelhas da raça Dorper; o nosso prejuízo chega a uns R$ 100 mil”, relatou Geraldin.

A força da água acabou arrastando os animais, causando perdas significativas tanto financeiras quanto produtivas.

 

Impacto na ovinocultura local

A raça Dorper é bastante valorizada pela qualidade da carne e pela boa adaptação ao clima do semiárido nordestino.

A perda de dezenas de animais representa não apenas um prejuízo imediato, mas também impacto no planejamento reprodutivo e na reposição do plantel.

Para produtores que dependem da atividade como principal fonte de renda, eventos climáticos extremos como esse trazem consequências que podem levar anos para serem totalmente superadas.

 

“Agora é hora de recomeçar”, afirma Geraldin

Apesar das perdas, Geraldin afirma que pretende seguir em frente e reconstruir o rebanho.

“Agora é hora de recomeçar, não tem o que fazer. Temos que ser gratos pela vida e batalhar para conquistar novamente o que a força da natureza levou”, declarou.

 

Com informações do Cidade Verde

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