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O Ministério da Educação destacou o Piauí como referência nacional na implantação do ensino em tempo integral durante um encontro realizado em Teresina para discutir a implementação do Sistema Nacional de Educação.
Durante o evento, representantes da pasta ressaltaram os avanços alcançados pelo estado na ampliação da jornada escolar e defenderam a expansão do modelo em todo o país como estratégia para reduzir desigualdades educacionais.
A avaliação reforça o protagonismo do Piauí no cenário educacional brasileiro, especialmente na oferta de ensino médio em tempo integral.
Educação integral é prioridade do novo Plano Nacional de Educação
A diretora da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino do MEC, Selma Rocha, afirmou que a educação integral está entre as prioridades do novo Plano Nacional de Educação e destacou o Piauí como exemplo no processo de expansão das matrículas.
Segundo a representante, o conceito de educação integral vai além do aumento da carga horária em sala de aula, envolvendo também a integração de áreas como ciência, cultura, arte e demais componentes previstos na Base Nacional Comum Curricular.
“A educação integral é um conceito que não envolve apenas o tempo de permanência do aluno na escola. Ela envolve ciência, cultura, arte e todos os conhecimentos da Base Nacional Curricular. Nosso esforço é para que o Brasil amplie significativamente as escolas de tempo integral para garantir o direito pleno à educação”, destacou.
O novo Plano Nacional de Educação também prevê metas específicas para expansão do ensino integral e fortalecimento curricular.
Dados do Censo Escolar reforçam liderança do Piauí
Os números do Censo Escolar 2025 reforçam o reconhecimento do MEC sobre os avanços do Piauí.
De acordo com os dados oficiais, o estado se tornou o primeiro e único do Brasil com 100% das escolas públicas de ensino médio funcionando em tempo integral.
Entre 2022 e 2025, o número de matrículas nessa modalidade cresceu de forma expressiva, consolidando o Piauí entre os líderes nacionais em educação integral.
Formação cidadã e redução das desigualdades
Selma Rocha também destacou que o ensino em tempo integral precisa estar conectado à formação cidadã e à preparação dos estudantes para desafios sociais, tecnológicos e ambientais.
Segundo o MEC, a expansão da modalidade deve ser acompanhada por investimentos em infraestrutura escolar e por políticas públicas voltadas à redução das desigualdades regionais, incluindo escolas urbanas, rurais, quilombolas e indígenas.
Cooperação entre União, Estados e Municípios
A avaliação do ministério ocorre em meio às discussões nacionais sobre a consolidação do Sistema Nacional de Educação, proposta que prevê maior cooperação entre União, estados e municípios na formulação e execução das políticas públicas voltadas ao ensino.
Para o MEC, experiências como a desenvolvida no Piauí podem servir de base para ampliar o acesso à educação pública de qualidade em todo o país.

Com informações do Cidade Verde