Caso Rafaella Cabral: 3 são presos e adolescente é apontada como executora / Foto: Reprodução
Uma operação da Polícia Civil do Piauí prendeu na manhã desta sexta-feira (9) três pessoas suspeitas de participarem do assassinato da blogueira Rafaella Freire Cabral, de 22 anos, ocorrido em setembro deste ano, na saída de um clube na zona Leste de Teresina.
As investigações, conduzidas pelo Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), apontaram que integrantes de uma organização criminosa estariam envolvidos no assassinato. Esses suspeitos integram uma célula criminosa envolvida também com tráfico de drogas e a prática de outros homicídios.
Segundo a delegada Nathalia Figueiredo, titular do inquérito, uma adolescente seria responsável pelos disparos que vitimaram Rafaella Cabral. Ela ainda não foi apreendida.
“A vítima já tinha se relacionado com faccionados. A executora do disparo seria essa adolescente conhecida como “Princesinha” que tem esse posto de intocancia no Bonde dos 40. E houve a discussão com uma mulher e se tornou o estopim da situação. A gente tem o entendimento que ela teria identificado a Rafaella no clube e avisado a facção criminosa”, afirma.
Além das prisões, a polícia também apreendeu uma grande quantidade de drogas. Um dos presos estava sendo preso pela terceira vez nos último dois meses. Ele havia saído recentemente do sistema prisional.
O carro utilizado no homicídio foi encontrado durante a diligência. O dono do veículo foi um dos presos e informou aos polícias que tinha adquirido o carro há cerca de três meses. Ele também é suspeito de integrar uma facção criminosa.
Foto: Reprodução / Redes sociais

Durante as diligências, os policiais identificaram uma estrutura criminosa com divisão de funções, intimidação de moradores e pichações utilizadas para demarcar territórios e impor regras às comunidades.
O grupo também é investigado pela atuação do chamado “tribunal do crime”, prática em que integrantes de facções realizam julgamentos clandestinos e determinam punições, que podem incluir ameaças, agressões e execuções.
Fonte: Cidade Verde