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Uma forte chuva, acompanhada de rajadas intensas de vento, causou estragos em vários pontos de Picos na tarde desta quinta-feira (5). A força do temporal derrubou muros e arrancou portões de residências. Quatro casas foram atingidas pela queda de uma estrutura, e os moradores precisaram ser retirados pelo Corpo de Bombeiros. Não houve registro de feridos.
Segundo o tenente Sousa Júnior, do Corpo de Bombeiros de Picos, todas as pessoas que estavam nos imóveis atingidos foram retiradas em segurança. Em uma das residências, que teve a estrutura mais afetada, os militares precisaram utilizar um equipamento de desencarceramento para abrir uma passagem e conseguir acessar os moradores.
O resgate demorou porque os bombeiros aguardaram a chegada de equipes da Equatorial para desligar a rede elétrica e permitir a entrada nas casas com segurança.
Apesar da retirada dos moradores, ainda havia preocupação com a possibilidade de alguém estar sob os escombros do muro. Duas testemunhas que presenciaram a queda informaram aos bombeiros que não havia pessoas na rua naquele momento. A corporação também solicitou imagens de câmeras de segurança de uma empresa e de uma residência próxima para verificar se alguém foi atingido.
“Existia, e ainda existe, uma preocupação de termos pessoas debaixo dos escombros desse muro. A gente teve contato com duas pessoas que presenciaram o momento exato da queda e asseguraram que não tinha ninguém na rua. Estamos aguardando as imagens para ratificar que não temos pessoas sob esses escombros”, explicou o tenente.
Ventos chegaram a 28,8 km/h, segundo a Semarh
Dados da estação meteorológica da SAMPECE/SEMARH localizada em Picos apontaram que a velocidade do vento chegou a aproximadamente 8 metros por segundo, o equivalente a 28,8 km/h, durante a tarde. O pico foi registrado às 15h10.
A Semarh ressalta que o dado corresponde à medição da estação meteorológica e que não estão descartadas rajadas localizadas mais fortes. No entanto, a intensidade dessas possíveis rajadas não pode ser determinada apenas pelos danos observados.
A análise de imagens de satélite identificou núcleos de nebulosidade associados à instabilidade atmosférica na região. O deslocamento das formações de nuvens ocorreu predominantemente de leste para oeste.
De acordo com a secretaria, esse tipo de ocorrência é característico do período de transição entre as estações seca e chuvosa no Piauí. As temperaturas elevadas favorecem o aquecimento da superfície e a formação de movimentos ascendentes do ar. Quando há umidade e instabilidade atmosférica, podem se desenvolver nuvens capazes de provocar chuvas intensas, descargas elétricas e rajadas de vento.
As rajadas mais fortes podem estar associadas às correntes de ar que descem do interior das nuvens de tempestade. Ao atingirem a superfície, essas correntes podem provocar aumentos repentinos na velocidade do vento, inclusive em áreas onde o volume de chuva não é tão elevado.
A SAMPECE/SEMARH informou ainda que já havia indicado, em seu boletim meteorológico diário, condições favoráveis à ocorrência de chuvas na região.
Fonte: Cidade Verde